13 de dezembro de 2017

MDK - Murder Death Kill - Parte 1

Salve Salve, tirem as crianças da sala que vai começar uma série de posts sobre um jogo totalmente excelente.

Senhoras e senhores, contemplem, MDK.




Em 1998 os computadores passavam por grandes transformações, capacidade de processamento aumentava com os Pentium II, ter 64MB RAM começava a ter seus adeptos, HDD de incríveis 4GB, 5GB e até maiores aparecia no mercado e nós Brasileiros, como sempre, ficávamos bem atrás disso por conta de preços altos e demora para chegar ao país.
Na época eu já tinha 2 computadores, básicos para as configurações que existiam, mas rodava o que precisava.
Era um super hiper mega master blaster Pentium 133MHz com 16MB RAM, HDD 1.2GB e uma super placa de vídeo Trident 9440 de 1MB. Era ótimo para emular Mega Drive com resolução 320x240 hahaha.
Aos poucos eu ia conhecendo essa maravilha da tecnologia sem ter ideia que iria evoluir tão rápido e fazer parte da vida de bilhões de pessoas, mas enfim.


Essa belezura tinha drive de CD-ROM e kit multimidia *.*


Jogos eu só conseguia de 2 formas antes de ter internet: com amigos me passando disquetes, ou cds de revistas, e uma delas foi a Big Max.


Foram tantas emoções :)


Tive algumas delas e com isso descobri vários outros jogos que vinham como demonstração, softwares para diversas atividades, e dependendo da revista você ganha 1 software ou jogo completo grátis. Era minha unica forma de ter jogos novos, eu ainda caminhava muito devagar nesse mundo e não tinha investimento por morar em uma cidade do interior.
As primeiras revistas que ganhei foram a Big Max número 9, 13 e 17. Tinha vários softwares de demonstração e também jogos, mas a que me despertou atenção foi o jogo da número 17 chamado MDK.

Essa edição marcou minha vida.


O cd que veio nele com um cara vestido de roupa preta e um capacete muito estranho me fez ver ele primeiro, e assim conheci aquele que é até hoje um dos meus jogos favoritos (e que me dá medo até hoje) e que me fez usar o apelido Kurt Hectic.


CD totalmente excelente.

MDK fez sucesso na época, teve excelente avaliação pelos mapas, gameplay e modo sniper que era incrível. Vendeu 500 mil cópias até o começo de 2000 e decidiram fazer a continuação, mas isso fica para outro post :).

MDK é um jogo em terceira pessoa desenvolvido pela Shiny Entertainment para Windows. Versão Mac Os feita pela Shokwave e versão Playstation 1 pela Neversoft. As 3 versões foram lançadas ainda em 1997 e os ultimos lançamentos foi para GOG.com em Setembro de 2008 e Steam em Setembro de 2009.


História do jogo.



Kurt Hectic era um cara simples que não queria muita coisa da vida, era zelador de um cientista todo malução chamado Fluke Hawkins, o cara só inventava coisa sem noção (que aparece mais no MDK2) e achando que tinha feito uma descoberta revolucionaria (Flange Orbits) e foi apresentar para comunidade cientifica e riram da cara dela. Determinado em provar a verdade ele foi para o espaço em sua nave e levou Kurt junto. 1 semana depois no espaço descobriu que realmente isso não existe e ficou no espaço tentando inventar ou descobrir algo.

1 Ano depois ele inventa um cão robótico chamado Bones (Max em MDK2) e ainda continua por mais 1 ano no espaço (como ele aguenta? XD).

E então ALIENS começam a invadir a terra com enormes escavadores do tamanho de cidades, com objetivo de extrair recursos da terra, destruindo tudo ao seu redor. Os aliens, conhecidos como Stream riders, rapidamente destroem as forças militares, e Hawkins decide entrar em ação para salvar o planeta.
Única forma de salvar é utilizar uma roupa recem inventada chamada Coil Suit e ir para Terra, e o único que consegue usar ela é o Kurt, e então é despachado para entrar nos escavadores e destruir tudo dentro deles.

A história do jogo tem mais detalhes e você encontra somente no manual, no jogo não aparece nada e se você não ler vai ficar perdido em entender as coisas. Era o jeito de colocar mais conteúdo no jogo.

História no manual do jogo.

Gameplay

Em 1997 estava em alta os jogos em primeira pessoa como Doom e Quake. No entanto eles resolveram fazer diferente, o jogo é em terceira pessoa mas com um momento de queda livre onde o jogador desvia de tiros do escavador e pega itens extras antes de entrar no mapa e seguir atirando e destruindo tudo.
Você utiliza a Coil Suit que serve como proteção para tiros e explosões, um paraquedas embutido na roupa, o capacete que contém 2 modos que é uma metralhadora e um rifle sniper com diversas munições e zoom de até 100x, itens extras que você encontra como granadas, Tornado (destrói tudo na tela), e até mesmo a menor bomba nuclear do mundo, sim, isso existe no jogo :)

Modo Sniper era novidade e perfeito para headshots.

Tecnologias

Jogo foi feito do zero, até mesmo a linguagem de programação usada no jogo era nova e conseguiram fazer que o jogo tivesse no mínimo 30fps em qualquer situação, desde que use pelo menos a configuração minima (Pentium 60MHz, 16MB RAM, 17MB de espaço no HD, placa de vídeo SVGA de 1MB, placa de som Sound Blaster ou equivalente).

Teve tecnologias que eram novas para época e hoje são comuns, como por exemplo captura de movimento, onde uma pessoa vestia uma roupa, fazia movimentos e enviava os dados para um computador. Isso era realmente novo e foi assim que os movimentos do Kurt e dos Streamriders foram feitos, e ficou ótimo para os padrões de 1997 :)


Esse é um resumo básico do jogo, nas próximas partes vou falar minhas experiências e sobre cada parte do jogo, desde do primeiro escavador até o ultimo boss, assim vou dando detalhes e falando sobre cada parte desse jogo totalmente excelente.

Até a parte 2.

Um comentário:

  1. Joguei muito, e era da revista também, fantástico o game.

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